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Macapá é a 45ª cidade mais violenta do mundo, diz pesquisa

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Nos últimos anos, estudos divulgados vêm acompanhando e analisando a evolução da violência no país. Em avaliações feitas por especialistas, é possível concluir que estados com maiores índices de violência são os que têm menor número de pessoas com porte de armas autorizado. A relação considera o número de armas registradas oficialmente em cada estado, além do baixo índice de adesão as campanhas contra o porte ilegal e coloca em questão as políticas de desarmamento no país.
Segundo o Mapa da Violência 2012 do Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos, sobre os novos padrões da violência no Brasil, o Amapá subiu de 32,5 homicídios em 2000 (por cem mil habitantes), para 38,7 a taxa, uma variação de 19,1%, tornando o Estado o 5º entre as unidades mais violentas do país. Detalhe, Estado está também entre aqueles com menor porte de armas autorizado, o que reforça a relação direta entre o porte e violência.
Também baseado em dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde (MS), o mesmo estudo aponta Macapá, a terceira capital da região Norte com maior taxa de homicídios por cada cem mil habitantes.
Em 2000, a taxa de mortalidade por homicídios era de 46,2%, dez anos depois a taxa avançou para 49,0%. Comparado as capitais Belém e Manaus, cujas maiores variações foram de 110,4% e 41,6%, Amapá apresentou apenas 5,0% de variação em dez anos. Apesar de pequena, a taxa ainda preocupa, porque ainda é a 10º unidade mais violenta do país.
Outro estudo organizado por uma instituição mexicana denominada Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal também apontou dados alarmantes no que se refere à violência.
Segundo a avaliação, 40 das 50 cidades analisadas são da América Latina, 15 das 50 cidades mais violentas do mundo estão localizadas no Brasil. O estudo que considerou no ranking apenas cidades com, pelo menos, 300 mil habitantes coloca o Brasil em 13º lugar com uma taxa de 29,68 homicídios por 100 mil habitantes.
A cidade de Maceió, capital de Alagoas, ocupa o terceiro lugar entre as cidades mais violentas do mundo, cuja taxa é 135 homicídios por 100 mil habitantes.
Mas a segunda cidade mais violenta está no Norte do país. A capital do Pará atingiu 78 homicídios por 100 mil habitantes. Porém, a capital amapaense aparece entre as dez primeiras cidades brasileiras, com 45% na taxa de violência.
O destaque é para o fato de que o estudo concluiu que países com políticas de restrição às armas de fogo têm índices de violência maiores do que outros. Outras causas estão diretamente são as drogas, gangues e impunidade.
A avaliação implica dizer que as políticas de desarmamento defendidas no país desde o referendo sobre a proibição da comercialização de armas de fogo e munições em 2005. O questionamento é que as campanhas não desarmam aqueles que fato não deveria estar de posse das armas, a exemplo, de criminosos, mas sim, deixa vulneráveis pessoas inocentes.
O estudo sugere o combate a impunidade e a ação da polícia em prevenir os crimes e punir os bandidos, com o devido respeito aos direitos fundamentais dos indivíduos.

Revide
Apesar de algum investimento feito pelo governo estadual na segurança pública, os avanços diante das estatísticas deixam a desejar. De acordo com o titular da Sejusp, os homicídios foram reduzidos em 2012, em relação a 2010, de 296 para 228 em todo o Estado. O secretário afirmou também que mesmo com o aumentou da população e da quantidade de veículos, o número de acidentes de trânsito foi reduzido em 5,5% em relação a 2011. Além do fato de 82% de redução de fugas do Iapen e não ter ocorrido nenhum homicídio na casa prisional há um ano e meio.
Marcos Roberto pontuou que a população vê o policiamento nas ruas de Macapá e no interior do Estado, isso devido ao aumento de efetivo e viaturas. O secretário pontuou o avanço no interior e usou como exemplo a eficácia da Unidade de Policiamento Comunitário (UPC) do município de Laranjal do Jari, que reduziu 61% dos homicídios na cidade. Medida que também já melhorou os índices em Macapá e Santana.

Trânsito e tráfico de drogas
Marcos Roberto disse ainda que será intensificada a fiscalização do trânsito, por meio da Operação Pacto Pela Paz, que objetiva o cumprimento da nova Lei Seca, vigente em todo o Brasil, que ficou mais rigorosa.
Ficaram decididos na reunião a dinamização do policiamento ostensivo, por meio das UPC’s, fiscalização do tráfego através de blitzen e intensificação de ações policiais antidrogas nas áreas mapeadas pelas polícias do Estado.
O governador ressaltou que fez investimentos para que haja o enfrentamento da criminalidade e reestruturação da segurança pública, além do chamamento de concursados e suporte para que os órgãos desenvolvessem suas atividades em 2011 e 2012. Camilo Capiberibe garantiu que a paz e tranquilidade do cidadão em todo o Amapá continuarão como uma das prioridades de sua gestão. Porém, se por um lado o governo tenta reduzir os índices, por outro os estudos apontam certa frustração nas estratégias de segurança pública.

Ampliação do programa contra as drogas
Uma das preocupações no Amapá e que avança pela população amapaense é o consumo de drogas, principalmente o crack. O Ministério da Justiça lançou no último ano, o Programa Crack, é possível vencer, com investimentos de R$ 4 bilhões da União e articulação com estados, Distrito Federal e municípios, iniciativa que pode configurar a solução para o problema da violência das unidades federativas.
O Programa foi ampliado e no eixo prevenção, só neste ano mais de 300 mil pessoas serão capacitadas por meio de cursos gratuitos à distância. São educadores, policiais militares, profissionais de saúde e assistência social, operadores do Direito (juízes, promotores e profissionais da área psicossocial que atuam nos juizados especiais criminais, varas da infância e da juventude e Ministério Público), gestores, entre outros profissionais.
A previsão é implantar 106 Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS AD) 24 horas e disponibilizar 1.890 leitos neste ano, além da criação de 353 novas unidades de acolhimento e implantados 308 Consultórios na Rua, com equipes de profissionais da Saúde e da Assistência Social. (Jornal do Dia)

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