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Médicos suspendem cirurgias no hospital geral por falta de higiene

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“Pano e água são os únicos materiais de limpeza que o Hospital de Emergência Alberto Lima tem neste momento para tentar manter o ambiente limpo”, denunciou ontem à reportagem do Jornal do Dia o médico Fernando Nascimento, presidente do Sindicato dos Médicos ao comentar que por conta da falta de estrutura os profissionais decidiram suspender todas as cirurgias.
Na noite da última terça-feira (7), um paciente evacuou na sala de cirurgia e um funcionário que lá estava tinha somente pano e água para fazer a limpeza do local. Os profissionais contam que muitas cirurgias acabam ficando expostas à contaminação e à infecção hospitalar, o que pode levar o paciente a óbito. Devido a problemas burocráticos e judiciais com empresas que prestam serviços a rede pública, a população sofre.
Por este motivo, desde terça-feira os médicos cirurgiões do HCAL deixaram de realizar cirurgias em pacientes, por que além da situação precária de condições de trabalho que os profissionais de saúde recebem, é impossível trabalhar em um ambiente insalubre, sem materiais de higienização, os médicos também correm riscos de serem contaminados.

Sem Cirurgia
De acordo com o Dr. Fernando Nascimento, não existiu outra saída a não ser suspender as cirurgias no HCAL devido à sujeira. “Na última terça-feira, um paciente com fragilidade em se locomover defecou na sala de cirurgia, e no momento, um funcionário que prestava de serviços de limpeza realizou a higienização somente com água e pano. A sala de cirurgia não estava suficientemente adequada para realizar um procedimento cirúrgico”, ressaltou indignado. “Está tudo sujo”, denunciou o médico.
Ele ainda afirma que tanto o Pronto Socorro quanto o Pronto Atendimento Infantil (PAI), necessitam de materiais de limpeza. “Até em Laranjal do Jari recebi queixas sobre a mesma situação de ingerência e demasiado estado de abandono”, reclamou.
Segundo Fernando Nascimento, os médicos reclamam que há dois meses não é feito uma limpeza geral nos hospitais públicos do Amapá. Ele disse ainda que com um ambiente sujo, inúmeras cirurgias acabam tendo contaminação pelo fato de tirar um paciente e colocar outro sem a limpeza adequada gera com riscos de infecção e proliferação de bactérias, como infecção operatória, procedimentos nessas condições piora situação do enfermo.
A infecção hospitalar é uma doença que envolve microrganismos, como por exemplo, bactérias, fungos, vírus e protozoários. E inicialmente ocorre a penetração do agente infeccioso (microrganismos) no corpo do hospedeiro (ser humano) e há proliferação, ou seja, a multiplicação dos microrganismos, com consequente apresentação de sinais e sintomas.
Devido ao sério problema, Fernando informou que todos os tipos de cirurgias não estão sendo mais realizados no HCAL, desde cirurgias simples, como hérnia de umbigo, cirurgia neurológica, no crânio e coluna, cirurgia oftalmológica, até cirurgia ortopédicas. O médico explica que se um paciente estiver fazendo uma cirurgia ortopédica, por exemplo, em um ambiente sujo, pode ser contaminado por osteomielite, que é uma inflamação óssea, usualmente causada por infecção bacteriana ou fúngica, que pode permanecer localizada ou difundir-se, levando o doente à morte. (publicado no Jornal do Dia)

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