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Entre Aspas

Sem atenção – Um dos assuntos mais polêmicos da atualidade não vem recebendo a devida atenção das autoridades amapaenses. A rodada de leilões da ANP tem como destaque a costa do Amapá. Mesmo assim, até agora, só vi o promotor Moisés Rivaldo e o senador Randolfe Rodrigues falando sobre o assunto.

Desleixo – O Amapá tem em seu histórico um reprovável desleixo quando o assunto é exploração de recursos naturais. O embalo inicial foi com a Icomi que mandava e ditava leis no município de Serra do Navio. Diziam que nem o governador da época pisava por lá sem a devida autorização.

Bastidores – Com a saída da Icomi do Estado, a exploração mineral e de riquezas naturais passou a ser um assunto de bastidores. Poucos sabiam algo sobre essas relações comerciais. Era um vende-vende, um compra-compra que quando viram chegaram ao cúmulo de vender a Estrada de Ferro pelo valor simbólico de R$1.

Interesses – Depois entraram as mineradoras da vida. Mas, o que se via muito mesmo eram os helicópteros dos poderosos sobrevoando os céus do Amapá, porém, sem muitas explicações. As transações eram milionárias, despertando cobiças dos granados, investidores e golpistas de tudo quanto é parte do mundo.

Não sabemos – Nesse fogo cruzado de interesses, as autoridades amapaenses pareciam hipnotizadas. Bastava falar em exploração de recursos naturais que logo começava o jogo de empurra-empurra. Nunca ninguém sabia de nada.

Podem levar – Agora, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) abre leilões para vender a quem interessar possa áreas para pesquisa e futuras explorações de petróleo e pré-sal. Estima-se que os valores são da casa de bilhões. Claro, tudo para os cofres do governo federal. Enquanto isso, o Amapá parece que continua preguiçoso, deitado numa rede, vendo tudo passar. Vamos acordar, povo tucuju…

Royalties – Ontem, o prefeito Clécio (PSOL) assinou um Projeto de Lei que destina 100% dos royalties de petróleo do município de Macapá para a educação.

Fora de hora – Para o promotor Moisés Rivaldo, não é a hora de discutir royalties, mas sim, os detalhes das pesquisas e o que o Amapá poderá ganhar caso a exploração seja efetivada.

De barriga cheia – Ainda não vi, até agora, nenhum órgão estadual se manifestar a respeito do assunto, o que demonstra um total desinteresse do governo por um assunto que certamente vai gerar dividendo para o Estado. A meu ver, tem horas que o governo parece aqueles pobres com rei na barriga. Passa um aperto danado, mas se porta como se estivesse de barriga cheia.

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