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Apenas primeiro lote da Foz do Amazonas desperta interesse das petroleiras

O primeiro lote da bacia da Foz do Amazonas, localizada nas águas do Estado do Amapá, na região norte do país, foi o que despertou até o momento o maior interesse das grandes petroleiras durante a 11ª rodada de licitações da ANP (Agência Nacional de Petróleo), em meio ao desinteresse pelos outros lotes da região.
A área se tornou atrativa após descobertas importantes feitas na Guiana Francesa. A região tem potencial para a produção de gás natural e óleo leve. Foram ofertados nove blocos no primeiro dos quatro lotes de áreas na bacia. Apenas um bloco não despertou o interesse das empresas.
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O maior lance do leilão até o momento, de R$ 345,9 milhões, foi feito por um consórcio no qual a Petrobras é minoritária.
Liderado pela francesa Total (40%), o consórcio, que tem participação da Petrobras (30%) e da BP (30%), levou cinco dos nove blocos ofertados. O grupo pagou R$ 621,3 milhões pelos ativos.
A OGX adquiriu um bloco por R$ 30 milhões, vencendo disputa contra a britânica BP. A oferta da petroleira de Eike Batista mais que dobrou a segunda oferta, de R$ 10 milhões, feita pela BP.
A BP adquiriu um bloco, em parceria com a Petrobras, com lance de R$ 44,5 milhões. A britânica terá participação de 70% e a Petrobras de 30%.
A brasileira Queiroz Galvão comprou por R$ 54,1 milhões um bloco em parceria com a panamenha Pacific Brasil Exploração e Produção.
Ao contrário do primeiro lote, a parte leste da Bacia da Foz do Amazonas, chamada SFZA-AR1, teve um grande índice de blocos não adquiridos.
Foram ofertados 56 blocos na área, mas apenas dois foram adquiridos, gerando uma arrecadação de R$ 9,9 milhões. As brasileiras Brasoil Manati e Ecopetrol foram as únicas que adquiriram blocos na área. A Brasoil pagou R$ 5,9 milhões e Ecopetrol, R$ 4 milhões.
O terceiro lote, que ofertou seis blocos na parte oeste, vendeu apenas um bloco, por R$ 20,2 milhões. A mineradora BHP Billiton foi a arrematante.
O quarto lote, localizado na parte sul da área, ofertou 26 áreas, mas teve apenas três blocos adquiridos. O total arrecadado com os lotes foi de R$ 22,6 milhões.
Novamente, a mineradora BHP comprou um bloco, por R$ 10 milhões. Além dela, a brasileira Brasoil Manati levou dois blocos, por R$ 12,5 milhões no total.
No leilão que ocorreu ontem (14) e que continua hoje (15), serão oferecidos 289 blocos, totalizando 155,8 mil km2 em 11 bacias: Barreirinhas, Ceará, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Parnaíba, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Tucano.
Desses 289 blocos, 166 estão localizados no mar, sendo 94 em águas profundas e 72 em águas rasas, e 123 em terra. (Publicado no Jornal do Dia desta quarta-feira)

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